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Amor, sexo e outras coisas de que as princesas não falam.


Sou fanática pelo Harry Potter e o cavaleiro defunto sabia disso. Rosas vermelhas são outra das coisas às quais não resisto, e essa praticamente toda a gente sabe, até porque é de senso comum. Todas as princesas gostam de rosas ou flores no geral.

 

Tinha estado em casa, a aproveitar as minhas folgas e preparava-me para voltar para a cidade onde trabalho e faço agora vida. Uma mudança que ocorreu há 5 meses atrás, até então nunca tinha estado longe do conforto da mamã. E sim, obriguei-me a essa mudança para superar o desgosto amoroso, verdade seja dita, não correu nada mal. 

 

Chego em cima da hora à estação, e como se isso não bastasse, na fila à minha frente está uma senhora a comprar bilhetes para o que parece ser um ano inteiro de viagens. A minha mãe antecipou-se e foi andando para a linha com a minha bagagem. Assim que tenho o bilhete corro atrás dela porque o comboio já tinha chegado. 

 

Ao lado dela um rapaz. Uma figura que não me era nada estranha. Era ele... O cavaleiro defunto, renascido das cinzas. 

 

- O que é que tu estás aqui a fazer?

- Tinha isto para te entregar. - do bolso tira um saquinho de plástico com um colar lá dentro. Era o símbolo dos três feiticeiros do Harry Potter. Aceito, dou-lhe um beijo na cara e entro no comboio. Despeço-me da minha mãe com um "Fala com ele."

 

Com uma mala enorme atrás e completamente longe da minha carruagem começo a andar pelos corredores do comboio com a cabeça feita em água. Acabo por deixar a mala numa carruagem que nada tinha a ver com a indicada no bilhete e preparava-me para voltar, já mais leve, para o meu lugar marcado. Quando saio de uma carruagem para a outra, oiço uma voz:

 

- Afinal ainda vim a tempo.

 

Caiu-me tudo. Era um amigo meu de há alguns anos que se lembrou de repente que está apaixonado por mim. Dentro do comboio. À minha espera.

 

- Só podes tar a gozar comigo. 

- Não tou nada, não fiques assim. Toma. - E de dentro do casaco tirou um ramo com 7 rosas vermelhas. 

 

Fiquei sem reacção. Ele deu-me um beijo na testa e saiu na estação a seguir.

 

Fui o resto da viagem inteira a pensar que a minha vida dava uma comédia romântica. 

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Cinco meses sem o ver e tive de insistir.

Precisava de saber se já o tinha ultrapassado. Precisava de me sentir completamente segura de mim e invulnerável na sua presença. Insisti e marcámos um encontro. Agi o mais naturalmente possível, falámos da vida dele, falámos da minha. 

Despedimo-nos com dois beijos na cara e começaram as mensagens.

 

O que para mim foi a confirmação de que o sofrimento por uma pessoa muda completamente a opinião que tens sobre ela, para ele foi a confirmação de que fugir de um problema é dificultar a sua resolução.

 

Está arrependidíssimo. O orgulho masculino impede-o de conseguir viver com o facto de eu ter estado com outras pessoas. Que ingénuo.

 

E como se isto não bastasse, agora que eu já estava tão bem sem ele, ele resolveu que me quer de volta na vida dele.

 

Alguém vai sair magoado no meio disto tudo e juro que não vou ser eu.

 

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03
Dez13

O primeiro é sempre o primeiro. E por ter sido o primeiro merece essa distinção.

Apaixonei-me aos 14 anos e jurei que ia ser para sempre, que era ele o homem da minha vida. Entendiamo-nos na perfeição e não só partilhávamos sorrisos, beijos e a cama, como ideologias, modo de vida e amigos. 

 

Quais são as probabilidades de acertar à primeira?

Quando fiz os 18 anos comecei a pensar nisto e a assustar-me com a proporção do compromisso. 

Davamo-nos bem, mas e depois? O que há para além disso quando ainda há tanto para fazer?

 

Acabou. Consensualmente. Ele sofreu mais que eu.

 

Até hoje ele é o meu primeiro, e eu sou a mulher da vida dele. Mas o destino é fodido.

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